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Em 1929, numa manhã chuvosa de Domingo de Pascoela, chegava em B.Mansa o primeiro Pe. Verbita para celebrar a missa das 10 horas. Era o oitavo na série de vigários que naquele ano tomaram posse da paróquia. O antecessor, lá pelo meio dia, embarcou via Rio de Janeiro para a Holanda.
A paróquia, foi organizada em alguns dias. Era uma casa velha, cheia de catacumbas, bichos e o quase centenário relógio que insistia em acordar o Padre à meia noite. Dizia-se almas do outro mundo que pareciam andar ao redor, todavia nunca as viu.
A casa não tinha nada, precisou comprar tudo, na loja do Abrãao: colchão, moringa, filtro, mesa, cabide, louça e talheres, a prestação. Apesar de todas as intempéries, o missionário agüentou firme, os fiéis se acostumaram, e a vida espiritual crescia a passos lentos, mas seguros. Além de Barra Mansa ficaram a seu cargo Igrejas de Rialto, Rio Claro, Capivari, onze capelas e dava aulas de catecismo em todas as escolas.
Em 1942, foi desmembrado da Paróquia um grande complexo compreendido sob a denominação de Volta Redonda, cidade de grande futuro e centro industrial onde os padres verbitas continuaram o seu trabalho. E, é assim que os Padres do Verbo Divino chegaram a Barra Mansa e foram os grandes responsáveis pela evangelização de toda essa região nesses 70 anos.
O Colégio Verbo Divino foi fundado em 1933. Inicialmente escola pública e logo a seguir em 1936 entregue à Congregação dos Missionários do Verbo Divino funcionando na Praça Ponce de Leon. Em 1937 já mudava para o atual local onde funciona até hoje. A construção inicial era modesta sofrendo nos primeiros 30 anos acréscimos, preparação do terreno com obras "para a eternidade", conforme livro de crônicas. Administrado por religiosos, viveu seus primeiros anos organizando, criando, plantando sementes para o futuro. A vida do Colégio se confundia com a da Paróquia.
O grande evento da década de 40 foi o desmembramento do setor feminino para o Colégio N. Sra. Do Amparo "graças a Deus, conseguimos neste ano, em 1942, separar as moças dos rapazes" dizia o cronista Pe. João Valle. A volta das "moças" só se deu em 1969 com o Pe. Otávio. Nessa época ficava difícil manter escola só de meninos.
Nos anos 50 houve um crescente desenvolvimento. Dentre as muitas realizações, ficaram marcadas: criação da Bandeira do Colégio, a fanfarra que tanto sucesso fez no passado, a Associação dos ex-alunos. Introduzia-se a grande tecnologia do momento "a vitrola de alta fidelidade Philips, última palavra nesse setor". Nessa ocasião foi criada a famosa "sala 8" tão conhecida dos antigos alunos.
Nos anos 60, época de grandes mudanças mas segundo o cronista em "1961 o colégio completará 25 anos de existência e não possui piano para as aulas de canto, não possui aparelho de cinema para ilustrar e modernizar as aulas, não possui gabinetes de física, não há salão nobre, não possui campo de basquete, volei, nem futebol de salão, nem piscina. Até hoje os alunos estão na expectativa de acabar o seu campo de futebol. E o patio.. Tudo aberto...
Nos anos 70, foi de um crescimento impar. Foram ampliadas suas instalações, concretizado o colégio misto, introduzido cursos noturnos, chegando a 2.500 alunos nos 3 turnos. Toda a noite era uma festa! O colégio iluminado, professores animados com a introdução dos cursos profissionalizantes e supletivos, eram profissionais técnicos invadindo a área dos professores. Nesta época começa um trabalho colegiado, de equipe e laicizado, tendo a sua frente o Pe. Avril, único padre Diretor vivo e aqui presente, tendo como seu administrador Ernesto Caziraghi que mais tarde tornou-se diretor. Foi uma época de grande esplendor onde o CVD cresceu e se fortaleceu.
Nos anos 80, o Brasil viveu um período de muita dificuldade e o CVD não podia ser diferente. Apesar disso introduziu o Curso de Formação de Professores e o Semi-Integral e com eles as atuais benfeitorias que foram exigidas para a a manutenção desse curso.
Anos 90, porta para o terceiro milênio. Nova Lei de Diretrizes e Bases, formação continuada dos professores, introdução de novas tecnologias no ensino, novos conceitos educacionais. Começa um novo ciclo onde a formação humana é que conta. Alunos altamente críticos da realidade e prontos para viver num mundo muitas vezes cruel. O CVD, mais uma vez, corajosamente, lança-se à frente preocupado com o binômio: conhecimento e vida. Formar cidadãos cujos conhecimentos ajudem o aluno a buscar sua felicidade, colaborar para implementar a justiça, preservar o planeta e, assim, encontrar a paz tão desejada.
Hoje nos perguntamos: onde estão esses nossos alunos? O que fazem de suas vidas? Como estão suas famílias? São perguntas que gostaríamos de vê-las respondidas. Temos notícias de alunos nos 4 cantos do mundo e levam impressa a marca do Verbo Divino. O que desejamos e pedimos ao Senhor nosso Deus, nessa celebração, é que, cada um, onde estiver, que seja feliz e que guarde do Verbo Divino uma doce e saudosa lembrança e que os laços de amizade se perpetuem e considerem essa casa a casa de cada um.
Agradecemos também, nessa celebração, a fidelidade de nossos ex-alunos, pais de nossos alunos atuais, um número muito expressivo. Que Deus nos ajude a retribuir a confiança e que possamos ajudá-los, como é nossa proposta, a educar seus filhos. |
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